domingo, 6 de abril de 2014

Dharma com Pipoca.

Hoje, mais um filme para meditar sobre a vida.

Acesse pelo link abaixo

http://www.youtube.com/watch?v=1RbRWEdouzk

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sábado, 5 de abril de 2014

Causa e efeito



Sem pensar, sem decisão, esse mundo é basicamente criado por causa e efeito, assim, é óbvio ver que mesmo sob o ponto de vista científico esse mundo também é causa e efeito. A essa verdade chamamos Dharma e sob o ponto de vista do Dharma o mundo é um só. A raiz que cria esse mundo e a vida é causa e efeito. Dessa forma esse mundo é unificado, mas para o entendermos nós os seres humanos usamos nosso cérebro e nossa mente dualista, bom ou mau, dentro e fora, grande e pequeno, ganho e perda, eu e os outros, sujeito e objeto.

Sem esse dualismo nosso cérebro não consegue entender as coisas, assim o dualismo é realmente uma boa ferramenta para os seres humanos. As vezes  causa sofrimento porque eu e os outros estamos separados, bom ou ruim divide, ganho e perda divide, vida e morte divide, mas do ponto de vista do Dharma não há intervalo entre bom e ruim, dentro e fora ou vida e morte. Apenas causa e efeito estão girando. Assim os seres humanos ou a maioria das pessoas não duvida das palavras e dessa forma é muito difícil ver a unidade desse mundo.

Shakyamuni Buda também usou seu cérebro para procurar, por seis anos o dharma, mas com a prática profunda do verdadeiro zazen ele pôde ser um com todo o universo. Na manhã do oitavo dia a luz da estrela matutina o penetrou e ele pôde sair desse mundo de dualidade. Se acordarmos desse sonho poderemos despertar  e entender que a base desse mundo é a unidade.

Sujeito e objeto não estão separados, apenas em nossa vida diária nosso cérebro divide todas as coisas. (o Roshi bate na cadeira e produz um som) Isso não é apenas objeto, está além de sujeito e objeto, só isso. Isso não existe objetivamente além de sujeito de objeto, mas isso é realmente difícil de entender, mesmo intelectualmente. INa mente ainda vivemos dentro do dualismo. Temos que verdadeiramente experimentar a unidade. Por favor, participem dos sesshin e clarifiquem seu verdadeiro ser, não há divisão no mundo.

Obrigado  

Saikawa Roshi

segunda-feira, 31 de março de 2014


É mesmo?

Uma linda garota da vila ficou grávida. Seus pais, encolerizados, exigiram saber quem era o pai. Inicialmente resistente a confessar, a ansiosa e embaraçada menina finalmente acusou Hakuin, o mestre Zen o qual todos da vila reverenciavam profundamente por viver uma vida digna. Quando os insultados pais confrontaram Hakuin com a acusação de sua filha, ele simplesmente disse:

"É mesmo?" 

Quando a criança nasceu, os pais a levaram para Hakuin, o qual agora era visto como um pária por todos da região. Eles exigiram que ele tomasse conta da criança, uma vez que essa era sua responsabilidade.

"É mesmo?" Hakuin disse calmamente enquanto aceitava a criança.

Por muitos meses ele cuidou carinhosamente da criança até o dia em que a menina não agüentou mais sustentar a mentira e confessou que o pai verdadeiro era um jovem da vila que ela estava tentando proteger.

Os pais imediatamente foram a Hakuin, constrangidos, para ver se ele poderia devolver a guarda do bebê. Com profusas desculpas eles explicaram o que tinha acontecido.

"É mesmo?" disse Hakuin enquanto devolvia a criança.


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domingo, 30 de março de 2014

Dharma com Pipoca. 

Domingo é dia de assistir a um bom filme. Sugerimos "A vida do mestre Dogen" com legendas em portugues. /\


sábado, 29 de março de 2014


Trabalhando Duro

Um discípulo foi ao seu mestre e disse fervorosamente: "Eu estou ansioso para entender seus ensinamentos e atingir a Iluminação! Quanto tempo vai demorar para eu obter este prêmio e dominar este conhecimento?" A resposta do mestre foi casual: "Uns dez anos..."
Impacientemente, o estudante completou: "Mas eu quero entender todos os segredos mais rápido do que isto! Vou trabalhar duro! Vou praticar todo o dia, estudar e decorar todos os sutras, farei isso dez ou mais horas por dia!! Neste caso, em quanto tempo chegarei ao objetivo? "O mestre pensou um pouco e disse suavemente: "Vinte anos." 

sexta-feira, 28 de março de 2014



O tesouro em casa                                        



Um dia, um jovem chamado Yang Fu deixou sua família e lar para ir a Sze-Chuan visitar o Bodhisattva Wu-Ji. Ele sonhou que junto àquele mestre poderia encontrar um grande tesouro de sabedoria. Quando já se encontrava às portas da cidade, após uma longa viajem cheia de aventuras, encontrou um velho senhor.


Este lhe perguntou:
"Onde vais, jovem?"
"Vou estudar com Wu-Ji, o Bodhisattva." - respondeu o rapaz.
"Em vez de buscar um Bodhisattva, é mais maravilhoso encontrar Buddha."
Excitado com a perspectiva de encontrar o Grande Mestre, disse Yang Fu:
"Oh! Sabes onde encontrá-lo?!"
"Voltes para casa agora mesmo. Quando lá chegares, encontrarás uma pessoa usando uma manta e chinelos trocados, que lhe cumprimentará. Essa pessoa é o Buddha."
O rapaz pensou, aterrado: "Como posso retornar agora, quando estou às portas do meu objetivo? Eu teria que confiar muito no que este simples velho me diz". 
Então Yang Fu teve uma forte intuição de que aquele simples homem à sua frente era alguém de grande sabedoria. Num impulso, voltou-se para a estrada, sem jamais ter encontrado Wu-Ji. Ele retornou o mais rápido que pode, ansioso pela vontade de encontrar Buddha. 
Chegou em casa tarde da noite, e sua amorosa mãe, em meio à alegria e pressa de abraçar o filho que retornava ao lar, cobriu-se de uma manta usada e calçou seus chinelos trocados.
Olhando para sua mãe desse modo, que vinha sorrindo e pronta a abraçá-lo, Yang Fu atingiu o Satori. Este era o maior tesouro. 

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